Então vamos começar com esse álbum ai. No período em que era guitarrista de uma banda, fizemos uma reunião específica onde fomos dando sugestões de músicas para cada um ouvir. Era coisa de olhar bem pra cara de cada um e ver o que tal ou qual pessoa necessitava para expandir os ouvidos. Meu irmão, Pedroka, me sugeriu uma banda de prog-rock moderno: Porcupine Tree. Fiquei puto no dia. Eu já tinha ouvido algumas músicas e achei uma bela merda. Mas todos se comprometeram a ouvir, mesmo torcendo o nariz, e eu não poderia fazer diferente (mesmo após a minha saída da banda). Protelei bastante, mas ontem decidi dar uma chance. Peguei informações sobre a discografia dos caras na Wikipedia mesmo e fui ver a avaliação dos álbuns em alguns sites de crítica relativamente razoáveis (e até um tanto confiáveis). Peguei os álbuns mais bem avaliados pra começar a empreitada. Esse ai era o mais bem avaliado, eu acho, não me recordo agora. Mas era um dos mais, no mínimo. Bom, ouvi. Uma palavra que pode resumir o álbum: cinza. Aquela coisa que não é nem branco, nem preto. É cinza. E por que é cinza? Vamos por partes.
1) Temática sonora batida
Os temas sonoros tratados no álbum são extremamente batidos. Bonitinhos, superficiais e sem criatividade. Sabe os discursos do Papa? Então, é isso. Todas as músicas se valem de clichês harmônicos extremamente desgastados. "Pra não dizer que não falei das flores", na música "Sentimental" há transições de acordes na guitarra bem interessantes. Na real que o problema em si não é a música ser foda nesse aspecto. Tem bandas que são extremamente clichês e econômicas, mas de uma maneira genial (Pink Floyd, por exemplo). O problema é a MANEIRA como isso é feito, e os caras não manjaram das manha pra fazer. Fora isso, nada demais. E nada de menos também (alguém me ajuda com essa regra do "demais" vs "de mais"? eu nunca sei qual usar!). Mas disso eu trato daqui a pouco.
2) Temática imagética batida
Eu costumo falar que há músicos que pegam ideias e as transformam em música (Pink Floyd, novamente), e outros que fazem a música pensar ideias (Miles Davis). Eu provavelmente vou voltar muito a essa frase no decorrer das postagens. Assim como na temática sonora, a banda foi extremamente clichê e batida na ideia que tentaram passar. Não tô afim de explicar como agora, se quiser leia as críticas e tire sua conclusão. Mas, resumindo: eles passaram uma ideia completamente sem sal e sem apelo inconsciente, aquela coisa bem superficial pra você achar que é emancipado, sacas? Sabe aquela pessoa que fala mal da Dilma e se acha super acima da carne seca por isso? Então, é tipo essa a mensagem que os caras passaram nesse álbum.
3) Músicas neutras
Qual a grande consequência de tudo isso? Músicas extremamente "ok". Não há uma música ruim no álbum, de fato. Porque nada do que os caras fazem é ruim mesmo. Mas não há UMA música boa também. São músicas que te fazem passar no tempo só, mais nada.
Avaliação geral (porque tô meio com sono pra digressões longas)
NOTA: 5/10
Álbum "ok", como muitas pessoas do mundo. Elas vão se amarrar.
Tuzinho




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